O mês de novembro é dedicado à conscientização sobre a saúde masculina, especialmente à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de próstata. A campanha Novembro Azul incentiva os homens a adotarem hábitos mais saudáveis e realizarem consultas médicas regulares.
Para a presidente do Crea-SP, engenheira civil Lígia Mackey, a ação mundial reforça a necessidade de incorporar o autocuidado à rotina. “O debate sobre a saúde masculina precisa ir além do mês de novembro. É importante incentivar a procurarem por orientação profissional, manterem as consultas em dia e reconhecerem que cuidar de si mesmo é também uma atitude de responsabilidade com as pessoas ao redor”, diz.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença é o tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A idade é um dos principais fatores, com aumento da incidência e da mortalidade a partir dos 60 anos – e antes disso, o histórico familiar, principalmente quando pai ou irmão recebem o diagnóstico, também eleva a probabilidade de desenvolvimento. Conhecer essas condições e buscar direcionamento de um especialista contribuem para decisões mais conscientes sobre a prevenção e tratamento.
A condição pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, idas mais frequentes ao banheiro e até mesmo sangue visível. Esses fatores não indicam necessariamente a presença de tumores, mas precisam ser avaliados por um profissional da área.
Os cuidados com a saúde masculina, porém, não se restringem ao Novembro Azul. Consultas regulares e monitoramento de condições crônicas também fazem parte da prevenção e da qualidade ao longo da vida.
O vice-presidente do Crea-SP, engenheiro civil Fernando Pedro Rosa, alerta para a necessidade de combater o preconceito e as barreiras que dificultam a procura por atendimento especializado. “Falar sobre saúde masculina é uma forma de combater a desinformação e estimular a procura por atendimento sem receio ou constrangimento. A informação e o acompanhamento médico ajudam a tomar decisões embasadas e a cuidar melhor de si”, comenta.
Produzido pela CDI Comunicação para o site da CREA-SP


